sábado, 11 de novembro de 2017

Novo índice de desigualdade de gênero (IDG) mostra que aumentou a desigualdade entre homens e mulheres no Brasil

Já estávamos aguardando a piora da posição do Brasil no índice de Desigualdade de Gênero (IDG) que é publicado todo ano pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) e analisa 144 países, mas, confesso, não imagina que a queda seria tão brusca. Em um ano, a desigualdade entre homens e mulheres no Brasil passou da posição 79 para a 90.

A baixa representatividade de mulheres em ministérios e no Legislativo jogou nosso índice para baixo.
O ponto positivo é que "o Brasil foi o único país da América Latina (e aparece entre seis no mundo todo) que conseguiu diminuir a diferença de gêneros na saúde e na educação." http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/11/1932301-indice-de-igualdade-de-genero-no-mundo-tem-primei...
Outro importante estudo (relatório sobre Desenvolvimento Humano preparado pelas Nações Unidas) chama a atenção para "a necessidade de se garantir a igualdade entre homens e mulheres. Se tal caminho não for percorrido, avalia o relatório, não há como se chegar ao desenvolvimento pleno. Os dados apontados pelo estudo, no entanto, deixam evidente que há uma longa jornada pela frente.
O estudo mostra, por exemplo que no mundo uma entre cada três mulheres foi vítima de violência física ou sexual. Elas também ganham menos, ocupam menos cargos de chefia e, em 18 países, ainda precisam da aprovação do marido para trabalhar. Os reflexos sobre a qualidade de vida são claros. O relatório aponta que, na América Latina e Caribe, há 117 mulheres vivendo em domicílios pobres por cada 100 homens na mesma situação. “Não é possível alcançar o Desenvolvimento Humano para todos se metade da humanidade é ignorada”, afirmou a coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional, Andrea Bolzon.
Os números no Brasil repetem a lógica de desigualdade. Dados mostram que o Sistema Único de Saúde (SUS) registra uma denúncia de violência contra a mulher a cada 7 minutos. Aqui mulheres recebem até 25% a menos que homens desempenhando trabalhos semelhantes." https://istoe.com.br/brasil-fica-em-92o-lugar-entre-159-paises-em-ranking-de-igualdade-de-genero/
Conhecendo essa triste realidade, resta nos apegarmos a Fernando Pessoa, quando afirma: "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"
Nunca foi tão necessário ter a perseverança das ondas do mar, que, como diz Gabriela Mistral, fazem de cada retrocesso um ponto de partida para um novo avanço.


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